quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Estou vivo

Porém cansado.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Heroína e tudo mais

sharon
Foi em Davos.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Ilusões

Pois é. Os gajos normais voltaram a encontrar-se. E dizia-me ele, o meu amigo, que precisava de alguém para a loja dele. Entre possibilidades, sai-se com esta:
Uma gaja boa faz uma loja.
Pensando bem nisso, é verdade. O flirt vende. Um olhar. Um sorriso. A grande verdade é que nós matamos por um doce de uma gaja boa, seja lá isso o que for- o doce e a gaja boa - ainda que o doce seja efémero. Ou falso. Toma lá dá cá. É uma ilusão recorrente.
Por momentos acreditamos ser possível. Acreditamos mesmo que o jogo mercantil esconde sedução e desejo. Somos uns tristes às vezes, essa é que é a verdade. Somos tristes, mas ainda assim boas pessoas. Não somos cabrões, não somos maus, fazemos só figuras de estúpidos. E não se esqueçam que os cabrões ganham sempre. Adivinhem o nosso destino. Seguindo.
Dizia eu depois na brincadeira já naquele tom de fim de conversa tchau vou embora mas deixa-me mandar mais uma boca.

Ok, eu se vir uma por aí pergunto-lhe se não quer trabalhar na tua loja.


Pensámos o mesmo, mas falei eu. A realidade assomou à conversa.

Nós não falamos com gajas dessas na rua. Sim, nós olhamos para gajas dessas na rua, mas nós desviamo-nos de gajas dessas da rua para não parecermos demasiado rídiculos quando elas passam por nós, essas gajas na rua...

F-a-l-a-r com elas?

A conversa termina. Baixamos a cabeça. Voltamos as costas. Resignados à nossa normalidade, seguimos rumo ao ciclo de ilusões que nos consome, a toda a hora, em todo o lado.


quinta-feira, janeiro 27, 2005

O frio

Chegou para congelar. Até as ideias. Salvem-se os cheiros do frio, o cheiro a lareira quando passeamos numa aldeia, o cheiro intenso e seco da terra.
Venha o frio. Mostrar que estamos vivos sem necessitarmos de dor, como dizem. E o céu azul, de dia e estrelado de noite. Nem tudo é mau. Imagens.
Hajam vagas de pensamentos que resistam ao congelamentos de ideias. Haja desorganização mental.
Haja frio, haja vida. Haja qualquer coisa que nos mostre que estamos bem vivos e cada um de nós lida com os elementos extremos de uma maneira própria mais ou menos sã, quando confrontados. Assim voltamos a saber que somos unícos.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Woody e Scarlett

Confirma-se que vão fazer um filme juntos. Em Londres. Os mais puristas dirão não, eles não vão fazer um filme juntos, ela é que vai entrar num filme do Woody Allen. Talvez. Eu só quero é saber o que vai sair dali. Do filme, claro.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Redenção

Um destes dias estava a falar com um amigo meu, conversa de tipos que vivem sozinhos (nota: já que insistem em dizer que eu vivo sozinho, só porque ando sempre de um lado para o outro e geralmente estou mais tempo no outro lado do que na casa mãe...ou será que já vivo mesmo no outro? Bem, não interessa, que tenha o proveito que a fama me concede de tipo que vive sozinho) falávamos de coisas básicas (segunda nota: conversas básicas de tipos tem pouco haver com aquilo com aquilo que as mulheres pensam que são as nossas conversas. Elas pensam que nós, como básicos que somos -e é verdade- e as nossas conversas básicas têm como tema as mulheres, bem, pensem comigo, se eu, nós, os tipos básicos, temos conversas básicas sim, o que farão as mulheres, esse tema altamente complexo nelas? É um engano básico, se bem que...fecho de nota), coisas simples, coisas normais para um tipo que vive sozinho, arrumações de casa, bla bla e mais bla. Ele, uns bons anos mais velho que eu, dizia que lhe faziam falta alguma coisas para estar completamente à vontade sozinho em casa. Aparentemente, faltavam-lhe coisas de cozinha, caixas para arrumar...essas coisas. Arrumar, desarumar, pensei eu. Ora cá está, não sou o único no momento e entusiasmado pela conversa perguntei se não era uma grande chatice quando a louça acabava e não tínhamos talheres, nem pratos, nem nada. A louça, acabar? Sim. A louça também se acaba, amontoada aleatoriamente na cozinha mais concretamente falando. Aí ele surpreendeu-se.

O quê tu fazes isso?
Não, eu não faço isso.

Esse é que o problema. Não fazer. Aparentemente chocado, notei alguma compreensão nas suas palavras.

Pois, tu também já fizeste isso?
Sim, eu também não fazia isso.

Concluí, portanto, que é tudo uma questão de evolução. Ou seja, daqui uns anos eu vou ser assim. Como fui, aliás. Organizado, arrumado. Até demais, diziam-me. Mas se é assim tão inevitável que eu seja assim daqui uns tempos, resolvi fazer as malas à preguiça e atalhar na evolução. Pois que se lixe. Vou ser como vocês agora, como diria Mark Renton, no Transpotting. Agora, já. Comecei pelo sempre dísponivel aspirador. Segui pela roupa. Faltarão os pápeis. Montes. Tenho que organizar isso tudo. E revistas. E jornais. Depois, a cozinha. O ajuste de contas com o desleixe. Vou explodir a cozinha de arrumação. Estou até a pensar fazer etiquetas. Vão-se surpreender. As panelas, os tachos e os talheres.Vou ser como vocês, agora. Esta semana foi de redenção.

terça-feira, janeiro 18, 2005

Pensar em pensar...

Era só para dizer que ando a pensar em pensar fazer um post. Estou vivo. Isolado, afastado, mas vivo.
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